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No Dia do Aposentado, passeata contra a Reforma da Previdência

O sindicalismo de Santos (SP) prepara uma grande campanha contra a Reforma da Previdência. A largada acontecerá no Dia Nacional dos Aposentados, 24 de janeiro, no Sindicatos dos Operários Portuários (Sintraport).

A iniciativa é da sua associação de aposentados (Aposintra), com apoio do sindicato. Segundo seus presidentes, Luiz Augusto de Almeida Filho e ‘Miro’ Claudiomiro Machado, a atividade é aberta a todas as centrais.
O evento começará às 9 horas, na sede do Sintraport, na Rua General Câmara, 258, Centro. 

Após a aprovação das propostas de luta, os aposentados, pensionistas, trabalhadores da ativa e seus dirigentes, de dezenas de categorias, farão passeata até a Praça Mauá. “Será o estopim de uma explosão que se espalhará pelo Brasil”, diz Luiz Augusto. “Santos mostrará que mantém sua tradição de sindicalismo histórico de luta”.

Grande número de suicídio de idosos
Miro Machado trabalha pela participação de todos os sindicatos da região no evento: “Não importa a que central pertença, todos estarão presentes. O trabalhador da ativa quer ter o direito de se aposentar”.

O principal motivo do protesto é a Reforma da Previdência anunciada pelo governo Bolsonaro. Apesar do projeto não ter sido enviado ao congresso nacional, “sabe-se”, segundo Luiz Augusto, “que será altamente prejudicial aos trabalhadores”.

“Trata-se de medida ultraliberal do ministro da fazenda, Paulo Guedes, comprovadamente a serviço dos bancos”, diz o presidente da Aposintra. “Esse modelo foi implantado no Chile, onde é grande o índice de suicídio de idosos por causa do baixo valor das aposentadorias”.

Miro, por sua vez, pondera que “o principal ponto negativo da reforma, além do aumento de barreiras de idade e tempo de contribuição para as aposentadorias, é que os bancos irão gerir as verbas da previdência com altas taxas administrativas e baixa remuneração”.

Política Robin Wood ao contrário
“É uma política de tirar dos pobres para dar aos ricos”, diz Luiz Augusto. Miro concorda: “É o contrário da prática de Robin Wood”. Eles têm participado de reuniões preparatórias da plenária e sentem que ela resultará num grande protesto.

Em reunião preparatória na quinta-feira (10), no sindicato dos empregados na administração portuária (Sindaport), foi aprovado incluir na pauta o protesto contra a absorção do Ministério do Trabalho e Emprego pelo Ministério da Justiça.

“Essa medida, além de prejudicar a fiscalização das condições de trabalho, inclusive do uso de mão de obra similar à de escravo”, critica Luiz Augusto, “deixará os sindicatos a mercê do poder de polícia do ministro Sérgio Moro, serviçal dos Estados Unidos”.

Postado em: 14/01/2019