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Exercícios adequados fortalecem e previnem quedas de idosos

Falta de equilíbrio, de atenção ou simplesmente um acidente comum. A queda pode ser um fator de risco para qualquer um. Mas, no caso das pessoas idosas, as consequências podem ser piores, gerando desde fraturas sérias até óbitos. O alerta é da terapeuta ocupacional do Núcleo de Saúde do Idoso da Secretaria de Saúde, Ângela Maria Sacramento.

 

“A queda para um idoso acaba sendo um perigo maior, pois a recuperação é mais complicada. Um dos grandes riscos é ter uma fratura, que pode afetar a funcionalidade, independência e locomoção. Na fratura de fêmur, por exemplo, a maioria tem chance de ir a óbito e os que fazem cirurgia podem acabar ficando deficientes”, conta a profissional.


Nos idosos, as fraturas em vértebras e fêmur são as mais comuns. Além disso, a terapeuta alerta que idosos internados por causa de uma ou mais quedas têm risco maior de sofrer novos tombos no ano subsequente. “Pesquisas revelam que, pelo menos nos seis meses anteriores, idosos que já caíram sofreram algum outro tipo de queda anterior”, complementa.

 

PERIGO – Os dados mais recentes, levantados pela Secretaria de Saúde, mostram que 27% dos idosos entrevistados em 2017 relataram ter sofrido ao menos uma queda no período de um ano. A pesquisa “Situação de Saúde, vida e morte da população de idosos residentes no Distrito Federal” foi feita com 950 pessoas com idade acima de 60 anos.

 

Os números também são significativos, de acordo com o Ministério da Saúde. A pasta estima que cerca de 30% dos idosos que têm de 65 a 75 anos e 50% dos que têm mais de 80 anos levam tombos todos os anos. Estatística americana confirma que 60% das quedas acontecem dentro de casa.

 

“Isso acontece porque é em casa que eles se deslocam mais e, assim, tropeçam em fios, levantam da cama com tontura e caem, usam calçados inadequados. Enfim, são várias as circunstâncias. Por isso é importante fazer toda uma ambiência, para que a casa se torne segura para eles”, comenta Sacramento.

 

RECOMENDAÇÕES – De acordo com a terapeuta, a palavra-chave é prevenção. Em relação a fatores internos de queda, é importante lembrar os idosos constantemente para não se levantarem bruscamente e, assim, evitarem tonturas repentinas. Também estão na lista os cuidados com o uso de vários medicamentos (polifarmácia) e o histórico de queda anterior.

 

Quanto aos fatores externos, que aumentam o risco de queda em até 50%, estão iluminação inadequada, tapetes, piso escorregadio, degraus altos ou estreitos e obstáculos no caminho como fios soltos e brinquedos no chão. “É importante sempre ter luz ao lado, evitar tapetes, adequar a altura da cama ao idoso, e o sofá não pode ser muito baixo. São pequenas coisas que reduzem os riscos e fazem diferença no dia a dia deles”.

 

Em caso de queda, a especialista aconselha a manter a calma, verificar se há algum sangramento ou lesão no idoso e chamar a ambulância para leva-lo ao hospital. Além disso, é importante fazer uma avaliação médica para verificar se não houve lesão não visível aos olhos ou algum outro dano.

Da SSDF

Postado em: 24/01/2019