Paim denuncia desvios bilionários na Previdência

A sociedade deve se mobilizar contra a proposta de reforma da Previdência e ficar atenta ao voto dos parlamentares quando a reforma for analisada por deputados e senadores. Isso, sob risco de os trabalhadores terem que pagar a conta do chamado déficit da Previdência, que tem origem não nas regras atuais, mas no desvio de dinheiro do setor e na falta de pagamento das contribuições pelas grandes empresas. O alerta é do senador Paulo Paim (PT-RS). Ele acredita que o governo não conseguirá votar a reforma da Previdência até outubro deste ano.Dados da CPI da Previdência, em funcionamento no Senado, indicam que, em 2015, só de valores descontados dos salários dos funcionários, mas não repassados pelas empresas às contas da Previdência Social, o total devido chega a R$ 35 bilhões. “Porque quando eles [o governo] fazem a reforma, fortalecem os bancos, que são os grandes devedores. Quer que eu diga nome, eu vou dizendo já: Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, aí vai montadora, vai frigorífico, o mais famoso é esse JBS. Reforma da Previdência, não!” completou, durante discurso no Senado na última terça, 8.