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Idosos que praticam exercícios têm melhor cognição

Não é de hoje que sabemos que para preservar a saúde, os médicos recomendam atividade física cada vez mais cedo. Além de ser boa para o corpo, a prática também beneficia a parte cognitiva. 

De acordo com um novo estudo, publicado na revista Neurology, manter-se ativo melhora algumas atividades do cérebro, mesmo em quem já sofre com demência.  Para chegar a essa conclusão, os cientistas da Universidade Rush (EUA) analisaram os dados de 454 indivíduos, dos quais 191 tinham demência que progrediu até a morte.

Os pesquisadores analisaram os dados dos participantes, em média, dois anos antes de morrerem. Eles foram submetidos a testes cognitivos que variavam desde exercícios até cortar cebolas.  

Durante o experimento, além da melhora cognitiva, os pesquisadores também observaram resultados positivos em tarefas como a força ao pegar itens. Os resultados mostram que aqueles sem demência registraram níveis mais altos de atividade, em média, do que aqueles com a doença.  

Na segunda parte do estudo, os autores analisaram os cérebros dos participantes que morreram e descobriram que os que tinham mais características de Alzheimer tiveram pior pontuação nos testes de raciocínio e memória. 

No entanto, quem apresentava os mesmos níveis de demência, mas tinha melhores habilidades motoras ou praticava atividade física se saiu melhor nos testes cognitivos. 

"O que é fascinante sobre esta pesquisa é que ela sugere que a atividade física pode não retardar as mudanças relacionadas à demência no cérebro, mas pode ajudar o cérebro a lidar com essas mudanças", disse James Pickett, um dos autores do estudo.  Pickett ressalta ainda que é importante incentivar cada vez mais cedo as pessoas a praticarem atividade física e seguir uma dieta balanceada, evitar o cigarro e o consumo excessivo de álcool.

Do Uol


Postado em: 30/01/2019