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Como os idosos podem se prevenir de quedas

As quedas são a primeira causa de lesões fatais e não fatais entre os idosos. A cada 19 minutos  um idoso morre em decorrência de uma delas. Logicamente, todo mundo cai de vez em quando, e alguns tombos são inevitáveis. Mas cair não é uma consequência inevitável da idade. A maioria das quedas entre os idosos pode ser prevenida caso saibamos os motivos e tomemos atitudes para minimizar o risco para nós e para parentes e amigos cuja idade e/ou estado de saúde os deixem vulneráveis.

Anualmente, mais de um quarto das pessoas com mais de 65 anos sofre uma queda, e uma única ocorrência dobra a chance de ela ocorrer novamente, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças. 

Um tombo corriqueiro para um jovem pode ser muito perigoso para um idoso. Uma em cada cinco quedas para os mais velhos resulta em ferimentos graves, e eles não conseguem se recuperar tão bem de um trauma, física ou emocionalmente. As fraturas são normalmente vistas como a consequência séria mais comum das quedas, mas, mesmo que não ocorram, cair pode acarretar um mal irreversível à saúde, às interações sociais e ao bem-estar psicológico dos idosos.

Consequência
Uma consequência frequente desse tipo de ocorrência é o aumento do medo de cair; isso leva os idosos a limitar suas atividades, acarretando um maior declínio físico, depressão e isolamento social, o que, por sua vez, pode acelerar a morte.

Muitos fatores comuns entre os idosos podem aumentar o risco de queda: problemas médicos e ortopédicos e os medicamentos usados nesses tratamentos; mudanças físicas que afetam o equilíbrio, o caminhar e a força muscular; declínio da visão, da audição e da noção de espaço; e dores que alteram os movimentos.

Como evitar
- Faça exercícios regulares para manter a força das pernas, o equilíbrio e a coordenação, que podem ajudar no reflexo para evitar cair em caso de um tropeço. O Tai Chi é uma maneira excelente e de baixo impacto de melhorar o equilíbrio. Além disso, procure ficar em um pé só quando for escovar os dentes, lavar a louça ou cozinhar.

- Vá ao oftalmologista pelo menos uma vez por ano ou com mais frequência caso tenha uma condição que piora com o tempo, como catarata ou degeneração macular. Não adie a cirurgia de catarata – a visão embaçada pode acabar propiciando tropeços. Tenha sempre a prescrição de óculos atualizada. Os idosos geralmente se dão melhor com lentes monofocais, o que pode gerar a necessidade de ter dois pares, um para longe e outro para leitura, em vez de um único par bifocal.

- Faça check-ups auditivos regulares e considere o uso de aparelhos em caso de necessidade. Você não quer cair ao se assustar com alguém que se aproximou sem ser percebido.

- Peça que o médico avalie todos os seus medicamentos, mesmo os que não necessitam de prescrição, para confirmar que não causam tontura. Sempre que possível, elimine ou diminua a dose daqueles que são potencialmente complicados. Entre os remédios que têm maior probabilidade de aumentar o risco de quedas estão: drogas psicoativas como benzodiazepínicos e remédios para dormir, antidepressivos, medicamentos que baixam a pressão sanguínea,remédios para diminuir o nível de açúcar no sangue e os relaxantes de bexiga.

- Por último, mas não menos importante, faça uma avaliação minuciosa dos riscos de queda em sua casa, dentro e fora. Livre-se de tralhas – não deixe livros, papéis, roupas ou brinquedinhos de pets no chão e verifique se há móveis obstruindo a passagem para o banheiro, o quarto, a cozinha ou a porta da frente. Instale grades e corrimãos – e os use sempre –, além de barras no chuveiro ou banheira e ao lado do vaso sanitário. Avalie a segurança do piso, inclusive os tapetes (extremamente contraindicados), carpetes soltos e pequenos desníveis entre os cômodos. Use um tapete de borracha antiderrapante de boa qualidade no chuveiro. Conserte escadas e pisos irregulares. Não deixe cabos elétricos no chão. Seque qualquer líquido derramado imediatamente.

- Invista na melhor iluminação que puder. Deixe várias luzes acessas ininterruptamente em locais que podem ser perigosos no escuro; substituí as lâmpadas por fortes LEDs de longa duração. No mínimo, mantenha uma luz suave acesa entre o banheiro e o quarto, ou deixe uma lanterna ao lado da cama, caso seja preciso se levantar durante a noite.

- Faça uma avaliação honesta de seus sapatos. Eles devem calçar bem e ser confortáveis, além de oferecer um bom suporte. Saltos baixos e solas com boa aderência são essenciais. Jogue fora ou doe qualquer par que possa fazê-lo tropeçar. 

- Nunca ande só de meias. Use chinelos antiderrapantes. 

- Para sair, use calçados apropriados ao clima e às condições da superfície. E olhe sempre por onde anda – não para o celular ou qualquer outra coisa do outro lado da rua. Meu princípio: ando olhando cerca de três metros à frente, para antecipar possíveis perigos de queda. Sempre que sua estabilidade estiver comprometida, use muletas, bengalas ou andadores.

The New York Times


Postado em: 06/03/2019