REVISTA

Filie-se

Mais de 100 mil idosos vivem em abrigos ou albergues

Com o aumento da expectativa de vida no Brasil - atualmente em 75 anos-, aumenta também o número de idosos e nem todos têm suporte familiar na terceira idade. 

Segundo o IBGE, entre 2012 e 2017 o número de pessoas com mais de 60 anos que vivem em albergues públicos cresceu 33%. São quase 61 mil idosos nessa condição. 

Contando com os alojamentos privados, passa de 100 mil. Diante desse cenário, diversas instituições de longa permanência têm criado projetos que buscam humanizar o tratamento e acolher melhor essas pessoas.
O Estatuto do Idoso estabelece que mais de 30 dias sem visita já é abandono. 

Nos últimos anos, diversos estudos têm apontado uma forte associação entre a solidão e a incidência de doenças crônicas em idosos. Pesquisadores da Universidade de Chicago descobriram que o isolamento pode aumentar o risco de morte em 14% nas faixas etárias mais avançadas. 

O trabalho, liderado pelo psicólogo e especialista no assunto John Cacioppo, descobriu que o estresse provocado por essa sensação induz respostas inflamatórias nas células, afetando, entre outras coisas, a produção dos leucócitos, responsáveis por defender o organismo de infecções.

De acordo com a psicóloga Petruska Passos, o asilo -  embora tenha o aspecto de socialização -  precisa ser muito bem conduzido para que o idoso, que já tem uma tendência ao isolamento, possa estar integrado na comunidade. “Deve-se tentar amparar esse sofrimento ao incentivar a autoestima entre os idosos, para eles acreditarem que são importantes. Também é essencial introduzir atividades que estimulem a socialização. Terapeutas ocupacionais e psicólogos ajudam muito com a aceitação das mudanças que surgem com a terceira idade”, explica.

Postado em: 12/08/2019